sábado, 18 de agosto de 2007

Soltar amarras e partir. Fernão Veloso, junto da Ilha de Moçambique (2006)
Posted by Picasa

Para espantar o medo !



Para espantar o medo não encontrei melhor do que (re)ver a outra face deste país e desta situação. É o pôr do sol em Fernão Veloso.

Posted by Picasa

Criminalidade II

Isto está a ferro e fogo.
Não se trata já do roubo de um telemóvel por um puto esfomeado; não se trata do roubo de um farol ou de uma antena de um carro, vendidos, dois dias depois, ao próprio dono. Desta vez os profissionais andam por aí.
Esta noite, mais três polícias abatidos a sangue frio, com a STV a transmitir, praticamente em directo, cenas horrorosas. Durante o dia mais um banco assaltado, a que acresceu a sede da South Africa Airways e uma casa comercial, tudo no centro da cidade e em pleno dia.
Adiantam-se várias causas:
- Ajuste de contas entre facções da polícia;
- Disputa do poder de comando das polícias;
- Entrada de marginais da África do Sul que os está a varrer por causa do Mundial de 2010;
- Desestabilização política interna;
Impus a mim mesmo o recolher obrigatório e vamos a ver se vou passando nos intervalos de tanta confusão.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Balanço

Tenho vivido entre a razão e a emoção.
Pela razão, tropeço, a maior parte das vezes, nas baias das proibições e do socialmente correcto.
Pela emoção, corto amarras e vôo. Posso voar baixinho, mas vôo!
Hoje disseram-me que, por aqui, o excesso de emoção pode ser interpretado como neocolonialismo.
Só me faltava mais esta!

domingo, 12 de agosto de 2007

Torga - Canção do Semeador


Ainda agora, em Trás-os-Montes, andei com o Torga sempre à ilharga. Hoje e aqui, nestas terras à beira Índico, (que o Torga também contemplou e descreveu), apetece-me revisitá-lo.

" Na terra negra de vida,
Pousio do desespero,
É que o Poeta semeia
Poemas de confiança.
O Poeta é uma criança
Que devaneia.

Mas todo o semeador
Semeia contra o presente
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente"


In Nibit Sibi - 1948


Posted by Picasa

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Capitalismo Vacuum

" O paradigma do capitalismo é igual em toda a parte, mas algumas "nuances" podem ser territorializadas.
Vejamos:
Capitalismo ideal: Você tem duas vacas, vende uma, compra um boi, vem uma manada, vende a manada, fica rico, e "bate o charuto".
Capitalismo americano: Você tem mil vacas, vende uma, compra hormonas e consegue que as 999 produzam o leite de 4 000! Não tem escoamento para tanta produção. Bombardeia as manadas do Iraque, saca petróleo, entretanto as criancinhas ficam raquíticas e, como tem bom coração,exporta os excedentes para este país. Com os derivados do petróleo faz rações, as populações ficam intoxicadas, mas os investigadores inventam fármacos para eliminar esses efeitos; as multinacionais comercializam-nos a preços proibitivos.
Capitalismo japonês:Vocês tem duas vacas. Redesenha-as, reduzindo-as ao tamanho de uma vaca normal e prooduz vinte vezes mais leite. Cria, entretanto, desenhinhos de vacas chamadas vaquimon e vende-as para todo o mundo.
Capitalismo britânico: Você tem duas vacas. Ao verificar que ambas são loucas, comercializa-lhes rapidamente pele e chifres, faz lindos e caros objectos que impulsionam os compatriotas a seguirem-lhe o exemplo e cria uma indústria a partir dessa loucura.
Capitalismo holandês: Você tem duas vacas. Vivem em união de facto. Não gostam de bois. Bons em marketing, mundializam a situação, cresce o turismo para ver aquelas vacas e entram divisas de todo o mundo, via turistas.
Capitalismo alemão: Você tem duas vacas. Produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
Capitalismo russo:Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta-as, de novo, e vê que tem quarenta e duas. Volta a contar e vê que tem doze. Pára de contar e abre outra garrafa de vodka.
Capitalismo suiço: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Cobra para guardar as vacas dos outros, sobretudo vindas de países onde é proibido criar vacas. As vacas são numeradas, distribuídas por vários currais e ninguém sabe a identidade do dono original. Entretanto o dono finou-se num acidente e o pastor ficou com as vacas.
Capitalismo espanhol: Você tem imenso orgulho em ter duas vacas.
Capitalismo brasileiro: Você tem duas vacas, ensina-lhes a sambar e reclama porque o rebanho não cresce.
Capitalismo hindú: Você tem duas vacas, ai de quem tocar nelas.
Capitalismo português: Você tem duas vacas que comprou através do Fundo Social Europeu. O Governo cria o IVA (Imposto Vacuum Acrescentado). Vende uma vaca para pagar o imposto. O fiscal aparece e multa-o, embora você tenha pago correctamente o IVA, o valor devido era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos, coiro e botões, presume que você tenha duzentas vacas. Para se livrar do incómodo você dá a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho.
Capitalismo moçambicano: Você tem duas vacas. Um dia, não se sabe como, apareceram-lhe no curral mais mil vacas. Cada uma bebe por dia 50 litros de água. Amigos do alheio, munidos de AKM passaram por ali e levaram-lhe 1001 vacas. Passado um ano após o roubo, veio a AdM (Águas de Moçambique) e facturou-lhe a água em função das cabeças de gado que já não tinha e para evitar pagar dinheiro que não tinha entregou a vaca ao funcionário das àguas de Maputo e foi colocar uma banca à beira da estrada para vender papaias e laranjas. Veio a Polícia Municipal, levou-lhe a banca e você sacou o cabrito ao vizinho.
Capitalismo angolano: Você tem duas vacas. Enfeitou-as com diamantes e gritou orgulhoso: "vacas com as nossas não há em parte nenhuma do mundo"."
Posted by Picasa

domingo, 5 de agosto de 2007