sábado, 17 de maio de 2008

Entardecer no Índico




O Sol adormece muito rapidamente nestas paragens. Talvez pela simples razão de não deixar extasiar demasiadamente quem observa a sua despedida. Mas houve, ainda, tempo para fixar estas imagens.
Fernão Veloso, Nampula, perto da Ilha de Moçambique, 22 de Março de 2008, Sábado de Páscoa.
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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cores de Nampula

Há tanta beleza por aí. E em África, habituamo-nos a vê-la nas coisas mais simples e mais naturais...
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Drama


Na sistematização dos dados recolhidos pela equipa de supervisão, estou estarrecido com a quantidade de alunos órfãos de pai e de mãe. Têm 16 ou 17 anos o que significa que os pais, se estivessem vivos, teriam 35/40 anos. A situação é mesmo dramática nas províncias de Gaza e Inhambane, zona de muita emigração para as minas da África do Sul. De lá vêm os pais infectados com HIV/SIDA que propagam às próprias mulheres e, se polígamos, a todas elas. E assim ficam a crescer, sozinhos, milhares de crianças e jovens moçambicanos.
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Mamanas


Elas, sempre elas a "tocarem a vida para a frente".
A produzirem nas "machambas", a venderem, a comprarem, sozinhas ou em grupos! Boa parte da economia informal, passa por elas.
Dedicam-lhe um dia: "7 de Abril - Dia da Mulher Moçambicana". Mas são-no 365 dias em cada ano!

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terça-feira, 13 de maio de 2008

Supervisão


Na Escola Portuguesa de Moçambique, em clima de grande tranquilidade e com muitos recursos sempre á mão, começámos hoje a maratona da sistematização dos dados recolhidos pela equipa de supervisão.
Milhares de Km feitos de avião e de carro, uma estadia de dois dias em cada escola.Cansativo!
Bom trabalho destes cinco elementos ! E já deu para ver: há umas farpas pequeninas a enviar a algumas escolas, mas as farpas valentes irão ser dirigidas para as Direcções Provinciais e Distritais de Educação e Cultura, que parecem apostadas em esquecer a especificidade do subsitema. Doa a quem doer, os relatórios irão fazer mossa. Não se fazem omoletes sem ovos. E o trabalho que vem sendo desenvolvido com tanto esforço, dedicação e competência, não se pode esfumar na vesguice ou incompetência de alguns burocratas acomodados.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Equipa II


E vem a Luísa Orvalho e a força que dela emana.
Cinco vindas a Moçambique, muitas vezes com condições de trabalho que só quem viu pode referenciar. Transformando limitações em recursos, saltando para cima dos bancos para escrever um pouco mais alto no quadro pendurado na mangueira da Incol, distribuindo o seu sorriso e a sua energia por todos quantos com ela querem aprender, a Luísa tem vindo a deixar marcas muito positivas em todas as acções que, por aqui, tem ministrado.
Veio-me, agora, à memória a acção de formação realizada na Ilha de Moçambique. O drama que a Luísa passou para lá chegar, sozinha, de Nampula à Ilha, num "machimbombo" superlotado, debaixo de um sol escaldante (os cristais líquidos do monitor do seu computador pessoal fundiram!).
Eu, que por questões de outras logísticas só cheguei à Ilha na sessão de encerramento, recordo, agora, o telefonema que ela me fez, altas horas da noite:
-"Já estou alojada na Ilha, mas sinto-me como o paciente inglês. No quarto, tenho uma vela, uma cómoda que não dá para secretária, o guarda saíu, não posso trabalhar com o computador, os mosquitos não me deixam dormir, mas tudo se há-de resolver"
E resolveu. Nessa mesma noite e mediante uns telefonemas feitos em SOS, a Luísa foi transferida para um dos razoáveis hoteis que a Ilha dispõe.
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Equipa I


Há-de haver a fase do balanço. E por detrás do dia-a-dia deste projecto, teremos que falar de todos quantos foram premitindo o seu avanço e a sua consolidação. E, neste momento, ao rever fotos e documentos, vi o Matias Alves e a maneira como se tem dado a esta causa. Apesar das canseiras , das correrias a que se obriga, do grande esforço físico que lhe é exigido, ele tem respondido sempre, de forma positiva e disponível, ao que lhe temos solicitado. E depois, aliado à sua grande competência profissional, impressiona o perfeccionismo que põe no seu trabalho numa busca incessante do melhor para os seus formandos. Sessão após sessão, trabalho em contínuo: nos intervalos, à noite, já no alojamento, sempre a retocar, a alterar, a melhorar em função dos outputs que vai recebendo em cada dia.
Quando daqui sai leva o cansaço estampado no rosto, mas vislumbro-lhe nos olhos a satisfação do dever cumprido.
Assim são os grandes profissionais !
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