segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sagres

 

 

Hoje, enquanto tomava um café no "Jardim dos Namorados" e espraiava os olhos pelas águas tranquilas da baía de Maputo, reparei que o navio-escola "Sagres", da Armada Portuguesa, tendo içadas as bandeiras de Moçambique e Portugal abria suavemente as águas do Índico rumo ao porto da Beira.
Por instantes aquele navio fez-me recordar quinhentos anos de história, com os altos e baixos que são conhecidos. Mas o que ficou mais vincado na minha mente foi a imagem daquelas duas bandeiras, agitando-se ao vento e em pé de igualdade, prontas a desafiar o futuro.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aqui não há restos...

 

 

 

Numa das minhas viagens por esse Moçambique profundo dei comigo na Escola Profissional de N´Gaùma, no coração do Niassa.
O ano de seca fazia rarear os alimentos.
A Escola, com o curso de Agro-Pecuária, possuia (e possui) alguns animais que suportavam as aprendizagens dos alunos na área da Zootecnia.
Também tem um projecto pioneiro na área da exploração piscícola que pode vir a ter muito sucesso na melhoria da dieta alimentar da população local.
Impressionou-me, no entanto, a magreza dos suínos e, puxando dos meus galões europeus, questionei o director porque motivo não utilizava os restos da cantina escolar para alimentar os animais.
-Restos da cantina? interpelou-me o director, logo rematando:
- Não deixamos restos!
Senti um murro no estômago!
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Kruger Park

 

 

 

 

Gosto de ir ao Kruger, mesmo aqui ao lado.
Sempre o mesmo percurso: entrada em Crocodile Bridge, paragem em Lower Sabie para tomar um café, subida a Skukuza para umas compras, saída por Malelane para regressar a Maputo.
A beleza da Savana é deslumbrante e os animais, quando aparecem, e em total liberdade, fascinam-nos.
Achei piada a uma amiga que dizia que "no Kruger, sem podermos sair do carro, quem se sente enjaulado somos nós".
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domingo, 31 de agosto de 2008

Voluntários e Heróis

 

 

 

 

E assim partiram, simultaneamente felizes e tristes.
Felizes pela(s) descoberta(s)e pelo sentido de utilidade; tristes por deixarem a comunidade a quem de corpo inteiro se entregaram, trocando a futilidade das praias do agosto luso, pela doação generosa aos desfavorecidos.
As lágrimas que rolaram quentes pelos rostos daquelas crianças praticamente sem nome vão fazer (tenho a certeza) que queiram voltar.
Parabens Guida, Rita e Pedro! E obrigado também!
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Saudosistas

 

Fala-se tanto em contextualização e há tanta gente que não é capaz de se contextualizar aos usos, costumes, culturas, vivências e dramas por aqui existentes.As realidades que aqui se vêem são "violências" que ferem as susceptibilidades primeiro-mundistas de muitos que gostariam de transferir para aqui, sem olhar a meios, outras formas de vida que dizem mais civilizadas! Então sim, sentir-se-iam bem! Como aquele que me referia, há dias, que Àfrica seria uma maravilha se não tivesse pretos.
Acho que não nos cumprimentaremos mais!
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Pôr do sol em Chidenguele

 

 

 
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Inhambane


Tinha que passar pela escola de Inharrime e contactar a ESHT.
Inhambane foi o poiso. A casa habitual, a alimentação sofrível e muito sul-africanizada no "Sem Cerimónias".
Práticamente não existem outros restaurantes, o que é pena. De facto, come-se mal em Inhambane o que não se compreende dada a abundância de peixe naquelas águas tranquilas.
Uma ida ao Tofo para recordar. Mas o mar está a "comer" a costa e a ameaçar já algumas casas.
Inhambane, terra da "boa gente"!
Parece que foi Vasco da Gama quem a cognominou assim: aportando para fazer aguada, diz a história oral que as gentes locais extasiadas com o aparato das caravelas e da marinhagem os receberam com muitas honrarias e daí o cognome atribuído.
A cidade é limpa, tem alguma monumentalidade, mas as praias que a envolvem é que, realmente, a fazem conhecida e procurada. Tofo, Tofinho e Barra são paraísos de águas límpidas, areais finos, com palmeiras em moldura, onde o tempo flui e a poeira primeiro-mundista que nos atormenta é varrida para bem longe.