segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Obrigado, Professor
Chegou a 22, partiu a 27! Pouco tempo, mas valeu!
Uma palestra no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane.
Sala composta: Director Nacional do Ensino Técnico com os seus técnicos, professores e directores de escolas, assessora do Ministro, técnicos do PIREP e presidente da COREP, alunos da Universidade Pedagógica, Direcção do Instituto Superior D. Bosco (recém inaugurado)e representantes da Embaixada de Portugal.
Um tema: O ENSINO TÉCNICO E PROFISSIONAL COMO PARADIGMA DO DESENVOLVIMENTO PESSOAL, SOCIAL E TERRITORIAL.
Com este roteiro:
1. Algumas lições da história do ensino tecnológico e profissional na nossa história da educação:
Estigmatização social;
Qualificação da mão-de-obra;
Descontextualização social e económica;
Importação de modelos do centro (o sistema educativo mundial é quem mais ordena);
2. O ETeP em África: alguns resultados de alguns estudos:
Referências a alguns estudos internacionais.
3. Um novo paradigma de desenvolvimento pessoal e social:
Uma visão do ETeP assente em outros pressupostos;
O desenvolvimento humano de cada cidadão no centro da educação e do ETeP;
A cidadania activa e a solidariedade social no centro da educação e do ETeP;
ETeP à luz do desenvolvimento social e da regulação sociocomunitária;
As respostas concretas às pessoas concretas, o caso das Escolas Profissionais;
4. As escolas profissionais de Moçambique:
Como se forjou este caso de sucesso, que condições foram reunidas?
Em que fase estamos e que desafios temos por diante;
É possível e necessária a esperança como suporte da educação e do desenvolvimento social de Moçambique.
Unanimidade na assistência: "Uma brilhante Palestra !"
Assim se vai consolidando este edifício.
Obrigado Professor!
domingo, 21 de setembro de 2008
Soma e segue...
Desta vez veio a Escola Profissional da Mealhada que ofereceu os direitos de utilização do Programa Informático de Gestão Pedagógica "PROFAID", concebido, naquela escola, pelo Professor Eduardo Martins. E no Protocolo assinado em cerimónia que teve a presença de um representante da Embaixada de Portugal, diz-se, também, que a escola está disposta a receber dois professores moçambicanos para fazerem, junto dos seus colegas portugueses, uma formação em exercício, ao mesmo tempo que concederá duas bolsas de formação para jovens moçambicanos frequentarem, durante três anos, um curso de nível III.
Assim se faz a cooperação porta-a-porta, a mais eficaz.
Em nome dos jovens moçambicanos destinatários finais das ofertas, obrigado Director (e grande Amigo) Engº João Pega!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Sagres
Hoje, enquanto tomava um café no "Jardim dos Namorados" e espraiava os olhos pelas águas tranquilas da baía de Maputo, reparei que o navio-escola "Sagres", da Armada Portuguesa, tendo içadas as bandeiras de Moçambique e Portugal abria suavemente as águas do Índico rumo ao porto da Beira.
Por instantes aquele navio fez-me recordar quinhentos anos de história, com os altos e baixos que são conhecidos. Mas o que ficou mais vincado na minha mente foi a imagem daquelas duas bandeiras, agitando-se ao vento e em pé de igualdade, prontas a desafiar o futuro.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Aqui não há restos...
Numa das minhas viagens por esse Moçambique profundo dei comigo na Escola Profissional de N´Gaùma, no coração do Niassa.
O ano de seca fazia rarear os alimentos.
A Escola, com o curso de Agro-Pecuária, possuia (e possui) alguns animais que suportavam as aprendizagens dos alunos na área da Zootecnia.
Também tem um projecto pioneiro na área da exploração piscícola que pode vir a ter muito sucesso na melhoria da dieta alimentar da população local.
Impressionou-me, no entanto, a magreza dos suínos e, puxando dos meus galões europeus, questionei o director porque motivo não utilizava os restos da cantina escolar para alimentar os animais.
-Restos da cantina? interpelou-me o director, logo rematando:
- Não deixamos restos!
Senti um murro no estômago!
Kruger Park
Gosto de ir ao Kruger, mesmo aqui ao lado.
Sempre o mesmo percurso: entrada em Crocodile Bridge, paragem em Lower Sabie para tomar um café, subida a Skukuza para umas compras, saída por Malelane para regressar a Maputo.
A beleza da Savana é deslumbrante e os animais, quando aparecem, e em total liberdade, fascinam-nos.
Achei piada a uma amiga que dizia que "no Kruger, sem podermos sair do carro, quem se sente enjaulado somos nós".
domingo, 31 de agosto de 2008
Voluntários e Heróis
E assim partiram, simultaneamente felizes e tristes.
Felizes pela(s) descoberta(s)e pelo sentido de utilidade; tristes por deixarem a comunidade a quem de corpo inteiro se entregaram, trocando a futilidade das praias do agosto luso, pela doação generosa aos desfavorecidos.
As lágrimas que rolaram quentes pelos rostos daquelas crianças praticamente sem nome vão fazer (tenho a certeza) que queiram voltar.
Parabens Guida, Rita e Pedro! E obrigado também!
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